quarta-feira, 4 de julho de 2007

Novos autódromos por aí, tem gente querendo investir!!

Pouco se fala do nosso automobilismo, o império da fórmula 1 na mídia se faz presente e se faz notar no imenso espaço que é destinado ao automobilismo nos diversos veículos de comunicação; não os culpo, é esta categoria que atrai a maior atenção deste público, sobretudo com Felipe Massa competindo em alto nível sendo candidato ao título por uma escuderia tão emblemática como a Ferrari.
A pesquisa Dossiê Esporte, realizada pela IPSOS e pelo SPORTV de excelente qualidade, dá conta que dos brasileiros que acompanham esporte pela mídia aproximados 18% deles declaram acompanhar o automobilismo; o futebol, campeão absoluto, como seria de imaginar, aparece com esmagadores 81% da preferência deste público, menções honrosas para o nosso vôlei (34%) e o basquete (12%), a dúvida que fica em relação ao basquete é se este público não se refere à NBA, sobrando para as nossas ligas apenas migalhas de audiência, quem souber fazer esta segmentação, fique à vontade em esclarecer.
Pois bem, em conversa informais e até propostas de negócio a este humilde pesquisador eis que surgem algumas propostas de construção e exploração de autódromosmodernos e que atendem às normas internacionais em diversas regiões do Brasil. Os mais conhecidos projetos se localizam em raio de, aproximados, sessenta quilômteros do centro da cidade de São Paulo; bairrismos e paixões a parte, a capital do automobilismo brasileiro apesar da lenta agonia do nosso Interlagos.
Fala-se de um autódromo na região de Guarulhos cuja força principal seria a localização, próxima ao aeroporto e da Capital do Estado; o que vejo como fraquezas é que haveira dinheiro público, o que não me deixa muito confortável por razões óbvias. Outro empreendimento seria na região de Cabreúva onde se aportaria o conceito de um centro automobilístico, com um entorno recheado de serviços como centros comerciais, um condomínio de alto padrão com golf club dentre outras promessas.
Me chama a atenção o interesse de investimentos deste porte, o automobilismo brasileiro tem qualidade, gente boa, abnegada e honesta; mas convenhamos, nas categorias menos presentes na mídia, o pessoal está vendendo parafuso para comprar pneu, a coisa não anda fácil, é só alguém se aventurar em obter patrocínio e sentir na pele as dificuldades.
Eu sempre defendi que o nosos automobilismo viveu uma "quasi" oportunidade que poderia ter sido melhor aproveitada, se é que daria; enquanto o automobilismo mundial sempre teve como forte fonte de renda o patrocínio do tabaco, banida pelas leis européias, o nosso autombilismo nunca teve esse aporte, basicamente tivemos apoio das petroleiras, dos laboratórios farmacêuticos e da indústria automobilística em geral, sejam montadoras ou fornecedoras de peças de reposição, o ponto é, nunca tivemos que passar por essa transição, aí residia a oportunidade.
O que motivou esse post é a minha orientação de pesquisa que remete ao estudo de viabilidade de construção e exploração de espaços de prática esportiva , confesso que não tenho grandes elementos para conduzir estudos sobre autódromos, as informações são mais difíceis de obter, o meu vínculo com o automobilismo me convida a tal desafio.
No último domingo, assistia à etapa de Fortaleza-CE da Fórmula Truck, categoria que tem média de público presencial espetacular, digna de Fórmula 1 e Stock Car, além de uma organização espetacular . O narrador anunciou, diversas vezes, que a categoria está procurando empresários e proprietários de terrenos no entorno da cidade de São Paulo para tornar viável um projeto de autódromo nesta região, foi fornecido um endereço de e-mail para contato; a seriedade da organização da categoria não deixa margem a dúvida alguma, a proposta é tão séria quanto profissional, a Fórmula Truck pensa grande e este pensar grande me enche de esperanças e faz crer, ainda mais, que a transformação em como administramos os negócios do esporte no Brasil é possível e já começou.

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