Caros "bloggers", começo minha aventura nesta nova forma de expressão com um convite à reflexão. As pessoas mais próximas bem sabem que estou a conduzir uma pesquisa de caráter académico em que, sob a luz das teorias da escola do posicionamento na área de planejamento estratégico e do marketing de serviços, procuro fazer uma diagnóstico da realidade do ambiente de negócios do futebol brasileiro e de cujo estudo deverão sair algumas proposições para a melhoria deste quadro.
Fico feliz ao ver que esta não é uma preocupação só minha, aliás, é uma preocupação que já vem de alguns anos tendo como resultado alguns trabalhos muito interessantes já publicados por gente de peso como, por exemplo, Antônio Carlos Kfouri Aidar, Marvio Pereira Leoncini, João José de Oliveira dentre outros não menos importantes.
A própria televisão, por vezes tida como grande vilã de forma injusta, tem aberto espaços em sua programação para discussões para o que ocorre fora das quatro linhas em nível elevado.
Pesquisadores, consultores e profissionais especialistas em algum ramo próximo da administração desportiva se manifestam em crônicas em um misto de proposição e crítica com o intuíto de contribuir para o fortalecimento deste ramo de atividade; novamente, espaços para tal não faltam desde nas publicações impressas até na Internet, projetos de qualidade como a Máquina do Esporte, Cidade do Futebol dentre outros tem sinalizado, por meio de seus colaboradores, a necessidade de ver o esporte com olhos profissionais e como uma atividade econômica que pode ser rentável e sustentável, portanto.
Tudo muito positivo e simpático e com tudo pra dar certo, gente boa, talentosa, independente até que o senso comum aparece, com toda a sua inexorabilidade mórbida e as frases título deste post aparecem... que triste isso !! O discurso é tão confortável quanto o imobilismo; inúmeras razões para justificar, de forma comprovada, que o futebol sempre foi assim e que não muda, que a maioria dos clubes são organizações políticas, administradas por pessoas sem o devido preparo e que o público aceita ser tratado como gado no entorno de um estádio e dentro dele e, mais importante, somos um país pobre e não podemos ter estádios, clubes bem administrados como na Europa enfim, o futebol é assim mesmo e não adianta reclamar e nem propor, que ninguém vai te ouvir.
Cansaço de alma em ouvir essa ladainha à parte, reforço, em nome de todos os colegas que militam nesse ramo se me permitem, claro, seja na consultoria, na pesquisa, na geração de conteúdo mediático dentre outras atividades, que é necessário que continuemos a diagnosticar problemas, investigar suas causas e propor melhorias, que não precisam custar milhões de dólares ou euros para se concretizarem, para a sustentabilidade do nosso futebol.
Convido os amigos e quem quiser pra participar dessa nossa viagem, que não pretende competir com outros veículos, isto é e continuará sendo um blog, não é um centro de estudos nem um portal de notícias; este é um caminho de duas vias, participe!
sábado, 30 de junho de 2007
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